A narrativa possui um romantismo sombrio, controlado e friamente cômico. Embora o filme funcione para qualquer audiência, acredito que seja mais impactante para o público oriental, pois e um público que é conhecido por reprimir muito suas vontades (e isso eles mesmo o dizem) através de máscaras de cortesia e hospitalidade.
Pixote é assustadoramente honesto, brutalmente direto, politicamente ambíguo e poeticamente delicado sobre o hoje já manjado tema da criminalidade no cinema nacional.
O filmeaborda a invasão dos sonhos, as consequências na vida real e a relação entre a persona virtual e onírica, enquanto também destaca influências da obra de William Gibson.
Entre o colapso do sonho moderno e o refúgio na juventude eterna, o documentário de Kyoko Miyake revela uma sociedade que transforma a fantasia pop em anestesia emocional.
Embora muitos elementos do filme funcionem bem, com destaque para a atuação de Aleksandra Cwen no papel principal, a lentidão da narrativa resulta em certa monotonia, a ponto de, em vez de sentirmos tensão, acabarmos entediados.
A âncora do estranhamento e do mistério, além do desafio de explorar os recantos mais profundos da cultura e do folclore estonianos numa experiência visual e narrativa única e original já valem pela recomendação
O Apóstolo é um filme que se colocou na pior posição possível, no "meio" - o que o torna, para mim, duplamente esquecível. Ele é esquecível tanto como filme de horror folclórico quanto como torture porn.
Embora esse filme tenha recebido mais críticas positivas do que negativas, reconheço que Trolljegeren não é do tipo que agradaria a todos. Ele é sombrio demais para ser uma comédia e cômico demais para ser um filme de terror. No entanto, à medida que fui assistindo, o filme foi me conquistando com o que oferecia.
Pelo menos dois terços do filme funcionam muito bem, mas a terceira parte final é simplesmente uma das piores experiências cinematográficas que já tive.
As zonas de conflitos entre espírito, razão e matéria sempre foram complexas e no filme não é diferente. Não existe aqui um posicionamento claro por parte do diretor - e também não deveria ser tão claro pela parte do público. Apesar do filme mostrar o protagonista como um típico cristão reprimido e autoritário, o terror do filme é conduzido pela irracionalidade coletiva de uma comunidade religiosamente fanática, violenta e supersticiosa.
No momento do seu lançamento, a recepção dos críticos foi morna. Na avaliação retrospectiva, de anos mais tarde, Let's Scare Jessica to Death foi amplamente considerado um dos melhores e mais subestimados filmes do gênero. Em suma, Let's Scare Jessica to Death é um clássico perdido e que deveria receber mais atenção.
O filme, apesar de muito simples, é original e, assim como muitos outros, desafiou a arrogância dos críticos e se tornou um objeto de consulta para qualquer pessoa que queira se aprofundar na história do desenvolvimento dos efeitos especiais no cinema.