Uma minissérie de horror corporal e surrealismo para quem quer assistir a alguma coisa curta, doentia e criativa
Uncanny Alley é uma minissérie de curtas-metragens, bem curtos mesmo, com episódios de no máximo três minutos, criada pelo artista Rodrigo Goulão de Sousa.
A série foi lançada originalmente em junho de 2024 como parte do Adult Swim Smalls, programa da Adult Swim voltado à descoberta de novos talentos e ideias experimentais e bizarras de animação.
Os episódios também podem ser assistidos gratuitamente no canal oficial do próprio Rodrigo Goulão de Sousa.
São apenas três episódios de horror corporal e surrealismo, cada um apresentando uma situação cotidiana que rapidamente descamba para algo grotesco. As transformações são absurdas, nojentas e criativas. Imagine uma mistura de Junji Ito e Tim Burton.
E tudo isso sem uma única fala. O medo e o desconforto são construídos apenas pela animação e por uma ótima sonoplastia.
No primeiro episódio, The Screening (A Exibição), uma mulher está assistindo a um filme no cinema quando percebe um sujeito grotesco sentado à sua frente, encarando-a de maneira perturbadora. Pouco depois, o homem começa a sofrer uma mutação bizarra, com vermes que carregam o seu próprio rosto saindo de sua pele.
Segue aqui o primeiro episódio:
Em The Night Shift (O Turno da Noite), um faxineiro de uma piscina pública está terminando seu trabalho quando uma figura estranha aparece no local, caminhando de maneira cambaleante e deixando um rastro de sangue. O que acontece depois envolve uma das mutações mais nojentas da série: o sistema nervoso do faxineiro começa a sair de seu corpo e a flutuar pelo espaço.
Segue aqui o segundo episódio:
O terceiro episódio, possivelmente inspirado em A Metamorfose, de Franz Kafka, acompanha uma garota deitada na cama, mexendo no celular enquanto tenta dormir. No canto do quarto, uma criatura a observa silenciosamente. No final, a garota acaba se tornando um inseto.
Segue aqui o terceiro episódio:
Segundo Rodrigo Sousa, a ideia era partir de situações comuns do cotidiano e adicionar camadas de bizarrice até chegar ao absurdo, apresentando um monstro diferente em cada episódio.
O artista também revelou que a série foi inspirada por uma infestação de percevejos que aconteceu em Paris, por diagramas do sistema nervoso humano e por um colega de quarto real que agia de maneira muito estranha.
Enfim, é uma dica rápida para quem está procurando alguma coisa curta, bizarra, doentia e criativa para assistir. Em menos de dez minutos você vê os três episódios e provavelmente vai ficar pensando: que porra foi essa?
