Entre o ragtime e a abstração pós-bop, Hill transforma o piano solo em um laboratório de forma, ritmo e harmonia — um estudo cubista em linguagem musical.
Com bases sólidas no post-bop, o álbum incorpora influências da música caribenha e da bossa-nova, especialmente em Samba Rasta. O destaque, além do próprio Andrew Hill, é Bobby Hutcherson, cujo vibrafone acrescenta um caráter mais latino e colorido ao som do grupo.
São 11 faixas de distorção caótica, estruturas não lineares e dissonantes, vocais gritados, batidas sincopadas, dinâmicas contrastantes e muita experimentação.
O disco captura uma banda em estado de combustão, alimentada por polirritmia, tensões harmônicas, espiritualidade e ousadia formal. Se há um momento em que o jazz parece se reconfigurar ao vivo, sem concessões e sem perder a alma, é neste álbum. Mais que um show, Mingus at Antibes é uma revelação.
Vapor mostra uma banda segura do que faz, com arranjos bem definidos e um repertório que combina diferentes influências sem parecer forçado. É um disco que vale a escuta e funciona tanto para quem quer prestar atenção nos detalhes quanto para quem quer apenas ouvir boa música instrumental.
Embora Incarnations seja mais uma coletânea de takes alternativos do que um álbum perdido, a inclusão de "All the Things You Are (All)" a torna uma audição essencial para os fãs de Mingus e uma ótima maneira de revisitar um artista em um momento de equilíbrio estilístico.
As notas de Hill são agradáveis, mas, se ouvidas com atenção, revelam rupturas e um virtuosismo ousado. O mesmo se aplica às intervenções de John Gilmore. O vibrafone de Hutcherson complementa as melodias de Hill com delicadeza, enquanto a base rítmica de Chambers e Davis sustenta as camadas dessas performances incríveis.
Trata-se de um disco de post-bop, fiel ao estilo da Blue Note e à década de 1950: complexo, harmonicamente ousado, com improvisações livres e ênfase em melodias rápidas.
Trata-se de um dos melhores discos ao vivo que eu já ouvi na minha vida. Ele é uma mistura refinada de City Pop, Jazz, Fusion e Funk. Tanto a performance de Minako Yoshida quanto da banda de apoio são impecáveis.
Este é um disco de jazz modal elegante, com um swing delicado, que faz você querer ficar em silêncio, fechar os olhos, balançar a cabeça e estalar os dedos.
Descobrir Minako Yoshida e sua música foi uma experiência enriquecedora que me revelou a profundidade e a versatilidade do City Pop. Sua habilidade como compositora, arranjadora e multi-instrumentista, especialmente destacada em álbuns como "Light'n Up", mostra o quão talentosa e influente ela é.
Uma das coisas mais interessantes e atraentes em Kimiko Kasai é a explosão performática nas músicas e os agradecimentos tímidos entre uma música e outra. Acho isso muito legal.