Mesmo que o número de católicos esteja diminuindo, está longe de ser o pior momento. Houve época em que eram centenas, em que eram doze. Não importa.
Não há como negar a centralidade da Igreja e, em especial, do Papa no mundo — neste aqui, no mundinho material.
A quantidade de gente de outras religiões e até mesmo não religiosos, ou mesmo antirreligiosos, dando palpite sobre o papado é impressionante.
Parafraseando o grande Rasta, a Igreja foi fundada, e inúmeros triplex foram inaugurados simultaneamente nas cabeças ao redor do mundo.
Podem discordar se ele é bom, mau, conservador, progressista — só não podem discordar que ele está em um trono.
Em “termos evolianos” (lembram do Evola? Tá meio sumido, o menino), antes de toda e qualquer realidade divina que o justifique, é o único representante cristalino de uma monarquia realmente tradicional — aquela que existe por si só e em que todo o resto orbita.
Toda essa agitação é uma confirmação visível pra mim.
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“As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá”
Adoniran Barbosa
