A cadeira do Papa

Mesmo que o número de católicos esteja diminuindo, está longe de ser o pior momento. Houve época em que eram centenas, em que eram doze. Não importa.

Não há como negar a centralidade da Igreja e, em especial, do Papa no mundo — neste aqui, no mundinho material.

A quantidade de gente de outras religiões e até mesmo não religiosos, ou mesmo antirreligiosos, dando palpite sobre o papado é impressionante.

Parafraseando o grande Rasta, a Igreja foi fundada, e inúmeros triplex foram inaugurados simultaneamente nas cabeças ao redor do mundo.

Podem discordar se ele é bom, mau, conservador, progressista — só não podem discordar que ele está em um trono.

Em “termos evolianos” (lembram do Evola? Tá meio sumido, o menino), antes de toda e qualquer realidade divina que o justifique, é o único representante cristalino de uma monarquia realmente tradicional — aquela que existe por si só e em que todo o resto orbita.

Toda essa agitação é uma confirmação visível pra mim.

“As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá”

Adoniran Barbosa

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O podcast é apresentado por Gabriel Vince. Já foi estudante de filosofia, história, programação e jornalismo. Católico, latino e fã de Iron Maiden. Não dá pra ser mais aleatório que isso.

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