Os prós e contras de Yume Nikki: Dream Diary

Yume Nikki: Dream Diary é um remake lançado em 2018 do jogo independente Yume Nikki, criado por Kikiyama em 2004.

Assim como no original, o jogador controla Madotsuki, uma garota hikikomori que explora mundos dentro de seus sonhos. O remake contou com a supervisão do criador original e manteve parte da essência conceitual do primeiro jogo.

No entanto, introduziu elementos mais típicos de videogames — como fases de plataforma, resolução de puzzles e gráficos tridimensionais — abandonando o estilo em pixel art que marcou o título original.

Apesar de buscar fidelidade à atmosfera sombria de Yume Nikki, essa reformulação visual e estrutural causou certo estranhamento entre os fãs. O motivo é simples: o jogo de 2004 não se parecia como um jogo, mas como uma obra de arte interativa, onde a ausência de lógica e objetivos claros fazia parte da experiência.

A força do original estava justamente nesse caos: o jogador podia se perder em mundos labirínticos, sem qualquer orientação. Alguns caminhos não tinham retorno, a menos que Madotsuki acordasse. Os itens coletáveis não traziam vantagens — e às vezes até atrapalhavam —, enquanto os NPCs existiam (quase sempre) apenas para alimentar a curiosidade.

Em comparação, o remake tornou a experiência mais convencional, próxima da estrutura esperada de um jogo comercial. Ainda assim, Yume Nikki: Dream Diary se destaca por sua direção artística. Embora o conceito criativo seja herdado do original, o trabalho com luz e sombra cria uma ambientação visualmente impressionante, que transmite uma genuína sensação de pesadelo.

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O podcast é apresentado por Gabriel Vince. Já foi estudante de filosofia, história, programação e jornalismo. Católico, latino e fã de Iron Maiden. Não dá pra ser mais aleatório que isso.

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