Chappie, Don’t Cry é o álbum de estreia dos Fishmans, lançado em maio de 1991 pela gravadora Virgin Japan, sendo este o único lançamento com a gravadora antes do contrato com a Media Remoras.

Chappie, Don’t Cry foi o único álbum produzido por Kazufumi Kodama e foi gravado principalmente em Melbourne, Austrália.

No site oficial dos Fishmans, uma sinopse descreve o álbum como “uma obra-prima atemporal” e “um brilhante álbum de rocksteady”. Essa menção ao rocksteady é principalmente por influência de Kodama.

Chappie, Don’t Cry é uma mistura de rocksteady e um reggae pop mais direto. Este último estilo é, certamente, influência do Mute Beat, a banda do produtor Kazufumi Kodama, uma das favoritas de Shinji Sato.

Chappie, apesar de ser elogiado por críticos de reggae na época, recebeu uma resposta comercial morna.

Conforme declarado pelo baterista Kin-Ichi Motegi durante The Fishmans Movie, a gravadora (Virgin Japan) não fez uma divulgação adequada e isso resultou em poucas cópias do álbum nas prateleiras das lojas. Como tal, Chappie é lembrado pela banda como meramente “divertido”.

Sobre as epítomes de “obra-prima atemporal” e “brilhante”, mencionadas no site oficial, acho que são bastante exageradas para um disco com músicas extremamente básicas, repetitivas e lineares, especialmente se comparado com os discos posteriores, que mergulham mais fundo no Shibuya-kei.

Acredito que o disco apenas melhora significativamente a partir da faixa “Future”, a sexta faixa do disco.

Não sei qual é o nível de exigência que os críticos de reggae estão acostumados para considerarem este disco com adjetivos tão impactantes.

No entanto, não quero dizer que o disco seja ruim. Conforme ele avançava, a minha própria linguagem corporal respondia em conformidade com aquilo que eles possivelmente buscavam no disco: estava fechando os olhos e balançando a cabeça lentamente em um disco de rocksteady/reggae despojado, minimalista, agradável e com uma simplicidade hipnótica.

Embora eu não o coloque na categoria de clássico, depreciar esse disco por cumprir o seu papel é uma expressão de má vontade.

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