Os Kukeri são homens que dançam vestidos com trajes elaborados, máscaras de madeira e sinos pesados. Muitos estudiosos remontam essa prática a um antigo ritual de prosperidade que, posteriormente, teria se transformado em um culto trácio a Dionísio.
Há também quem afirme que essa tradição se confunde com as peças Mummer – performances teatrais folclóricas encenadas por trupes de atores amadores.
Na verdade, os Kukeri fazem parte de uma antiga tradição búlgara que passou por sucessivas transformações: começando como ritual pagão, foi depois helenizado, cristianizado, islamizado, re-cristianizado, perseguido durante os regimes comunistas (e depois, “legalizado” e adaptado para festivais oficiais) e, finalmente, retomado, popularizado, nacionalizado e bulgarizado.
Os Kukeri são o exemplo perfeito da conturbada identidade nacional búlgara – uma identidade marcada por conflitos entre cristãos e muçulmanos, eslavos e turcos, nacionalistas e comunistas e, não menos importante, entre tradição e modernidade.