Sunrise é o terceiro disco de Paulinho da Costa, lançado em 1984.
Trata-se de um disco que mistura funk, boogie, yacht rock, sophisti-pop, smooth jazz e soul americano com elementos de samba e percussões brasileiras.
O disco é composto por dez músicas de diferentes compositores.
No Lado A, temos Taj Mahal, de Jorge Ben Jor; I’m Going to Rio e African Sunrise, de Clarence Charles; Walkman, de Erich Bulling e do próprio Paulinho da Costa; e O Mar É Meu Chão, de Dori Caymmi e Nelson Motta.
No Lado B, temos composições próprias de Paulinho da Costa em parceria com o guitarrista e compositor Clarence Charles: You Came Into My Life, My Love, You’ve Got a Special Kind of Love, Carioca e Groove.
Na época do lançamento deste disco, Paulinho da Costa já era um dos músicos de estúdio mais requisitados do planeta, tendo gravado com astros como Michael Jackson, nos álbuns Off the Wall e Thriller, e Earth, Wind & Fire.
O álbum Sunrise reflete esse prestígio, trazendo uma produção extremamente polida e suingada, além da participação de grandes instrumentistas da cena de Los Angeles, que tiveram o privilégio de tocar com Paulinho.
Acredito que a melhor definição que posso dar a este disco é jogar alguns adjetivos que me vieram à cabeça enquanto o escutava.
Sunrise é um disco festivo, exuberante, nostálgico, tropical, enérgico, suave, sensual, romântico, caloroso e crepuscular.
Esse disco me soa como uma visão confortavelmente idílica de um Brasil ideal, ensolarado e luxuoso, que, infelizmente, é mais utópico do que real.
A mistura da percussão brasileira com os sintetizadores polidos e as guitarras limpas cria uma textura musical maravilhosamente macia, com uma atmosfera de Sunset Strip.
Paulinho da Costa, Marcos Valle, Deodato, Flora Purim, Tim Maia, Sandra Sá e Ed Motta são os arquitetos desse Brasil.