De todos os filmes de Hayao Miyazaki, Meu Amigo Totoro é o que MELHOR expresa o que significa o Studio Ghibli: pura experiência imersiva em um universo fantasioso.

Não é atoa que o personagem Totoro virou o seu “mascote oficial”.

Aqui, não há uma história tradicional, com antagonistas, conflitos, reviravoltas ou jornada do herói. Temos apenas duas garotinhas que se mudam com o pai para um lugar rural e descobrem que são vizinhos de uma criatura gentil, mágica e remansosa.

O filme todo é apenas a dramatização de momentos decorrentes desse acontecimento.

Os lanços de tensão são bem escassos – quase inexistentes. Todo filme, praticamente, é pautado por momentos agradáveis;

Existe uma certa coragem em assumir, com tanta disposição, um aspecto tão otimista.

Não conheço nenhum outro filme que tenha feito isso com tanto sucesso. Os riscos de assumir essa abordagem e se tornar meloso, diabeticamente açucarado ou piegas, são enormes. Não é o caso aqui.

Meu Amigo Totoro separa com contornos de iniludíveis clarezas a diferença entre o que é filme infantil (o seu caso) e o que é um filme infantiloide.

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