High and Mighty é o nono disco de estúdio da Uriah Heep, lançado em maio de 1976 pela Bronze Records (no Reino Unido) e pela Warner Bros. Records (nos Estados Unidos).
O álbum ficou historicamente marcado por ser o último trabalho com o vocalista original e membro fundador David Byron, que foi demitido no mesmo ano devido a sérios problemas com alcoolismo e divergências internas. Esses conflitos envolveram choques de ego, disputas financeiras e o comportamento imprevisível do cantor, consequência de um desgaste que já se arrastava havia anos.
O disco foi totalmente produzido pelos próprios integrantes da banda, deixando de lado o produtor Gerry Bron, que acompanhava o grupo desde o início, antes mesmo de a banda adotar o nome Uriah Heep.
O clima das gravações, realizadas no Roundhouse Recording Studios, foi, como era de se esperar, bastante caótico.
À medida que Ken Hensley assumia quase integralmente as composições e o controle criativo, Byron passava a se sentir artisticamente sufocado e diminuído dentro da banda.
Tudo isso resultou em um dos discos mais irregulares e menos memoráveis da carreira do grupo.
O álbum evidencia uma clara falta de foco criativo e uma crise de identidade musical.
Muitos críticos apontam que houve uma suavização do som, afastando-se parcialmente do Hard Rock que caracterizava a banda. Há também quem veja no disco uma transição pouco coesa entre rock progressivo, baladas pastorais e um pop rock mais comercial.
Isso, porém, não significa que o álbum seja um completo desastre.
Existem momentos marcantes, como na melancólica “Weep in Silence”, em que David Byron entrega uma performance vocal comovente e dilacerante, acompanhada por um excelente trabalho de guitarra de Mick Box. Também gosto da faixa Make a Little Love, um Blues Rock bem sacana (no bom sentido).
Ainda assim, é difícil negar que o disco soa pouco inspirado em diversos momentos. Não o considero um álbum ruim, mas sim um trabalho apenas regular dentro da discografia da banda.
