Um fenômeno muito estudado na astrologia é o fenômeno do alinhamento de planetas. Astrólogos interpretam em seus estudos ocultos os fatos históricos observados nessas convergências, que são raras e breves devido a particularidade de cada astro em sua posição e velocidade orbital.
 
Em 1997, dois astros que estavam que estavam seguindo seu próprio caminho resolvem, enfim, se alinhar.
 
Estou falando de Bruce Dickinson e Adrian Smith.
 
Desde que saíram do Iron Maiden (Adrian Smith em 1988 e Bruce em 1992), ambos trilharam seu próprio caminho artístico, tentando tatear diferentes estilos em busca de sua própria identidade.
 
Aquilo que cada um buscou independentemente no Grunge, no AOR, no Progressivo e no Hard Rock, foi crucial para que eles, como filhos pródigos, voltassem para casa (o Heavy Metal) mais maduros e criativos que nunca.
 
Accident of Birth é o resultado final (e perfeito) de uma custosa jornada identitária.
 
Até hoje, nenhum disco do Iron Maiden atual chega perto desse disco em termos de qualidade, peso e criatividade.
 
Tanto esse disco quanto o próximo (The Chemical Wedding) soam como um Iron Maiden em um universo paralelo, em que Steve Harris não fosse tão controlador.
 
Accident of Birth é o espelho de um Iron Maiden alternativo, com total liberdade criativa.
 
Embora eu adore os novos discos do Iron Maiden e ache Steve Harris um gênio incontestável dentro do estilo, Accident of Birth of Birth até hoje soa como “o que o Iron Maiden deveria ser”.
 

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