Session 9 é um filme americano de terror psicológico de 2001, dirigido por Brad Anderson.

No filme, acompanhamos uma equipe de remoção de amianto contratada para limpar o antigo prédio do Hospital Psiquiátrico Estadual de Danvers, uma gigantesca instituição abandonada em Massachusetts.

Pelo tamanho da instituição e pela quantidade de membros da equipe, esse serviço normalmente seria realizado em três semanas. No entanto, Gordon Fleming (Peter Mullan), dono da empresa de remoção de amianto, propõe terminar o trabalho em apenas uma semana.

Gordon decide encurtar o prazo devido à promessa de um bônus que seria suficiente para salvar seu negócio, que está à beira da falência. Ele também está sob extrema pressão financeira por causa do nascimento de sua filha.

Os outros personagens são Phil (David Caruso), gerente da equipe e braço direito de Gordon, que tenta sempre manter o profissionalismo e a ordem do grupo; Hank (Josh Lucas), um sujeito ganancioso e arrogante; e Mike (Stephen Gevedon), um ex-estudante de Direito que encontra uma caixa com as fitas das nove sessões de uma paciente chamada Mary Hobbes e fica obcecado em ouvir os áudios, às vezes negligenciando o próprio trabalho.

Por fim, temos Jeff (Brendan Sexton III), o membro mais jovem do grupo e sobrinho de Gordon, um rapaz inocente e vulnerável que sofre de nictofobia, o medo do escuro.

Achei interessante que o terror do filme se desenvolve, na maior parte do tempo, por meio da ambiguidade. Todos os personagens parecem problemáticos desde o começo e, ao longo do filme, começamos a perceber que eles entram gradualmente em um processo de declínio mental provocado pelo isolamento, pela privação de sono e pelo estresse.

Obviamente, as condições insalubres do trabalho e também, por que não, a egrégora daquele lugar parecem influenciar todos eles, conduzindo-os a um estado de psicose e paranoia. Isso é especialmente evidente no caso de Gordon, que parece carregar, além de tudo, a culpa por um misterioso incidente doméstico.

Enquanto a trama envolvendo o esgotamento mental e as pressões do trabalho se desenvolve, ouvimos, alternadamente, as fitas das sessões por meio do personagem Mike. Os áudios vão, pouco a pouco, costurando o sentido do filme em paralelo àquilo que estamos acompanhando no presente.

Em suma, a trama é interessante, apresenta boas reviravoltas no final e, de quebra, pode servir como uma espécie de comentário social sobre a precarização do trabalho.

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