Magic é o sexto e último disco do Gillan, banda liderada pelo vocalista Ian Gillan durante sua carreira solo, após sua saída do Deep Purple.

É o último registro de uma fase particularmente interessante de sua trajetória, antes de surpreendentemente assumir os vocais do Black Sabbath em Born Again, álbum surpreendentemente bom, e retornar ao Deep Purple, sua banda original.

A formação conta com Ian Gillan nos vocais e na gaita, Janick Gers na guitarra, John McCoy no baixo, Colin Towns nos teclados e Mick Underwood na bateria.

Musicalmente, Magic combina Heavy Metal, Hard Rock, AOR, Rock Progressivo e Synthesizer Rock. Ian Gillan canta de maneira agressiva, enquanto Janick Gers constrói uma base sólida de riffs e solos que remetem ao lado mais selvagem de Ritchie Blackmore. John McCoy e Mick Underwood garantem uma cozinha consistente, sustentando as composições sem comprometer seu dinamismo.

Colin Towns merece atenção especial. Seus teclados complementam os riffs de Gers com texturas que remetem diretamente ao Deep Purple, sobretudo à sonoridade de discos como In Rock e Fireball. Essa influência fica ainda mais evidente nos solos, em que guitarra e teclado dialogam de maneira intensa e espontânea, recuperando a exuberância das improvisações instrumentais que marcaram a banda.

Janick Gers também tem papel importante nesse resultado. Antes de ingressar no Iron Maiden, o guitarrista já demonstrava preferência por riffs e solos que privilegiam a força e a espontaneidade, em contraste com a abordagem mais metódica e estruturada de um Adrian Smith, por exemplo.

Pra mim, Magic encerra uma discografia que considero bastante interessante e que, fora dos círculos de admiradores de Ian Gillan, parece receber menos atenção do que merece. É uma boa oportunidade para conhecer o trabalho do vocalista longe do Deep Purple, em uma banda que soube combinar diferentes vertentes do Rock pesado sem perder de vista suas principais referências.

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