Rock in a Hard Place é o sétimo disco do Aerosmith, lançado em meados de agosto de 1982 pela Columbia Records.
Trata-se do primeiro registro de estúdio da discografia do grupo a não contar com Joe Perry, guitarrista principal da banda, que havia deixado o grupo em 1979. Além dele, o guitarrista rítmico Brad Whitford também saiu durante as sessões de gravação do disco, em 1981.
A saída dos dois guitarristas aconteceu num momento em que a banda estava completamente disfuncional, principalmente por causa do abuso extremo de drogas, da exaustão física e das brigas constantes.
Com o desfalque dos integrantes originais, as guitarras do álbum ficaram por conta de Rick Dufay e Jimmy Crespo. Este último acabou se tornando o principal parceiro de composição de Steven Tyler durante a produção do disco.
Todo esse contexto ajuda a entender o resultado. Rock in a Hard Place é um disco pesado, cru e amargurado, embora a gramática musical do Aerosmith continue assentada naquela mistura raivosa de Hard Rock, Metal e “Boogie Bluseiro” que sempre fez parte da identidade da banda.
Essa raiva aparece, à maneira do Aerosmith, como um forte senso de urgência e quase como um esforço de sobrevivência da própria banda. Ao mesmo tempo, não dá para ignorar o desgaste que atravessava o grupo naquele momento. Isso aparece especialmente nos vocais de Steven Tyler, que aqui parecem mais cansados, quase como uma espécie de ressaca.
No fim das contas, Rock in a Hard Place é um disco que parece existir no limite. Não é o Aerosmith em sua formação clássica e tampouco representa o momento mais inspirado da banda, mas tem algo interessante justamente por carregar as marcas daquele período de caos.
É um disco de uma banda tentando continuar em pé quando boa parte de sua estrutura já havia desmoronado.