O “Concerto para dois violinos” de Vivaldi foi composto no início do século XVIII, por volta do ano de 1710.

Essa obra foi possivelmente tocada em salões privados e nos palácios venezianos, para o divertimento de nobres.

Não é uma música que evoca contemplações, mas uma animação vital, propícia até mesmo para bailes.

Acho interessante que até mesmo um divertimento de salão pode se traduzir numa realização onírica.

O concerto para dois violinos de Vivaldi nem deveria ser categorizado como “concerto”, mas sim uma dança. Especificamente uma dança a dois.

Pensemos bem, o que compõe uma dança a dois? Sincronia? Alternância? Complementariedade? Todos esses elementos não estão apenas aqui como atributos, mas se constituem na própria estrutua da obra.

Os solistas se realizam na alternância dos seus “passos” interdependentes, enquanto se movimentam no “salão imaginário” com decoração barroca criado pelo escoamento melódico.

Como dica, recomendamos o “Concerto para dois violinos” de Vivaldi na interpretação memorável realizada por Giuliano Carmignola e Amandine Beyer, renomados violinistas e especialistas no repertório barroco.

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