An Undying Love for a Burning World é o décimo segundo álbum de estúdio da banda de “post-metal” Neurosis, lançado em 20 de março de 2026.
O disco marcou o retorno do grupo após um hiato de dez anos e foi amplamente aclamado pela crítica especializada, recebendo avaliações elevadas de veículos como Pitchfork e Rolling Stones.
Trata-se do primeiro trabalho sem o membro fundador Scott Kelly, expulso em 2019 após admitir episódios de violência doméstica. Em seu lugar entrou o vocalista e guitarrista Aaron Turner (ex-Isis e Sumac). Segundo a própria banda, Turner não foi encarado como um simples substituto, mas como uma peça central do grupo, contribuindo com ideias estruturais, rascunhos de riffs e propostas para as dinâmicas de andamento das composições.
De acordo com os integrantes, o processo de composição deste álbum, realizado inteiramente em segredo, foi estruturado em torno do conceito de “reconstrução e cura coletiva”.
Sob o comando do produtor Scott Evans, o disco foi gravado inteiramente ao vivo e sem overdubs de estúdio.
A escolha buscou capturar a energia crua, as imperfeições naturais e a simbiose mecânica dos músicos tocando juntos em uma mesma sala.
O resultado é um trabalho pesado, brutal e estruturalmente complexo.
Ao longo da audição, é possível perceber a fricção física dos instrumentos, a força das palhetadas e as guitarras de Steve Von Till e Aaron Turner vazando para os microfones umas das outras.
Tudo isso se manifesta em uma sonoridade que amalgama riffs arrastados de sludge metal, um baixo distorcido e proeminente, texturas eletrônicas oriundas do rock industrial, elementos de blues, incursões psicodélicas e progressivas, além de momentos mais atmosféricos.
Em suma, discasso!