Chopping Mall, “maravilhosamente” traduzido no Brasil como Robôs Assassinos, é um obscuro filme de terror (no estilo slasher) e ficção científica, lançado em 1986 e dirigido por Jim Wynorski, alguém de quem vocês provavelmente nunca ouviram falar.

A história se passa em um shopping center moderno que acaba de instalar um sistema de segurança de última geração. O sistema é composto por três robôs equipados com armas de choque e lasers, programados para identificar e capturar possíveis criminosos.

Depois do fechamento do shopping, um grupo de jovens funcionários decide permanecer escondido no local para fazer uma festa secreta. Durante a noite, porém, um raio atinge o prédio e provoca uma falha no sistema central.

Os robôs entram em modo de segurança, trancam todas as saídas e passam a identificar os jovens como criminosos, caçando-os pelos não-lugares de pátios e galerias comerciais.

Quando fui assistir ao filme, há uns 10 anos atrás (eu acho), esperava encontrar apenas algo divertido e descompromissado. E Chopping Mall entregou exatamente isso.

O que eu não esperava era que o filme fosse me oferecer, além disso, uma sátira bastante inteligente sobre consumismo, capitalismo e vigilância.

No fim das contas, Chopping Mall ficou marcado na minha memória como um excelente exemplo de filme cyberpunk que, inclusive, antecipa vários elementos que seriam explorados um ano depois em RoboCop, de Paul Verhoeven.

Em suma, por tudo o que o filme antecipa e pelo seu inteligente cinismo, acho que, mesmo não sendo amplamente conhecido, ele merece entrar na lista dos filmes criminosamente esnobados.

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