Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte (2026), dirigido por Jane Schoenbrun, é uma comédia de terror slasher.
O longa funciona como uma grande sátira e uma metalinguagem sobre a própria indústria do cinema e o mercado da nostalgia.
A trama acompanha Kris (Hannah Einbinder), uma jovem diretora encarregada de fazer um reboot moderno de uma famosa e problemática franquia slasher dos anos 80, chamada Camp Miasma. Kris visita Billy Presley (Gillian Anderson), a reclusa atriz do filme original, que vive isolada no próprio acampamento onde as filmagens acontecem.
A obra critica o “conservadorismo” e os “preconceitos” dos slashers antigos ao mesmo tempo que tenta fazer uma celebração do gênero.
Vou ser bem objetivo e direto a respeito desse filme: achei-o bem fraco.
Acampamento Miasma confunde excesso de ironia com sofisticação.
Ao tentar “desconstruir o gênero”, Jane Schoenbrun cria uma estrutura de metalinguagem em camadas que, para mim, apenas torna o filme pretensioso e cansativo.
O roteiro é tão obcecado em apontar os clichês e os defeitos da indústria cinematográfica que não percebe que ele próprio cai em um clichê que já está batido há uns dez anos: o cinismo millennial.
Acampamento Miasma cai no mesmo problema de Matrix Ressurections, usando e abusando do clichê da autoaversão, como se isso ainda fosse novidade.
Os únicos aspectos positivos, para mim, são a estética retrô e “dreamy”, que é bem legal, e algumas cenas divertidas.