ELEPHANT é um disco do trompetista e compositor norte-americano Adam O’Farrill, lançado em 20 de março de 2026.

O álbum contém nove faixas e é interpretado por um quarteto nova-iorquino formado por Yvonne Rogers (piano e sintetizadores), Walter Stinson (contrabaixo), Russel Holman (bateria) e pelo próprio Adam O’Farrill (trompete e efeitos eletrônicos).

Não vou me alongar comentando todas as faixas. Há uma excelente crítica escrita por Jim Hynes para o site PostGenre que já faz isso muito bem.

No geral, concordo com tudo o que ele escreveu.

Temos uma articulação sublima da base formada por baixo, bateria e piano, que prepara o espaço sonoro para o trompete de Adam entrar e sobrevoar toda essa estrutura de maneira melódica, espectral e abstrata. Às vezes, o trompete se mistura à base; em outras, parece ganhar vida própria e seguir por caminhos próprios. Todos os instrumentos fazem isso em algum momento, mas é o trompete de Adam o grande destaque.

O grande destaque, para mim, é o tríptico “Sea Triptych”, uma composição dividida em três partes. Como bem resumiu Jim Hynes, a música, tomada em seu conjunto, é fluida e está em constante transformação. Em determinado momento, o trompete de Adam chega até mesmo a simular o movimento das ondas quebrando contra o muro de contenção da praia. Adoro essas abordagens imagéticas na música, quando o som parece evocar uma imagem sem precisar descrevê-la diretamente.

Além do tríptico, também destaco “Eleanor’s Dance” (normalmente apontada como o grande destaque do disco) e “Heerkimer Diamond”.

Clique aqui para ouvir.

 

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