Emelie é um thriller de terror psicológico dirigido por Michael Thelin e lançado em 2016.

O filme trabalha com o terror da ameaça doméstica. A história acompanha o casal Thompson, que decide sair para comemorar o aniversário de casamento. Como a babá habitual cancela de última hora, eles contratam uma substituta chamada Anna.

O problema é que a verdadeira Anna é sequestrada antes de chegar à casa da família. Em seu lugar, aparece Emelie (Sarah Bolger), que assume sua identidade e se infiltra na residência.

No começo, Emelie conquista a simpatia das três crianças ao quebrar algumas regras, permitir que comam doces à vontade e fazer coisas que uma babá normal não faria. Só que essa aparente liberdade logo dá lugar a um comportamento cada vez mais perturbador. Emelie começa a manipular as crianças e submetê-las a situações grotescas, como obrigá-las a assistir a um vídeo íntimo dos pais transando e a uma cobra devorando um rato. Enquanto isso, o irmão mais velho percebe que há alguma coisa errada e tenta proteger os irmãos menores. Ao longo do filme, fica claro que Emelie tem um objetivo específico: sequestrar o filho mais novo do casal.

Sinceramente, achei o terror psicológico do filme ineficiente, inverossímil e gratuito. Se a intenção era simplesmente sequestrar o filho mais novo do casal, como vai ficando claro ao longo da história, qual era a necessidade de todo aquele teatro? Por que submeter as crianças a situações tão absurdas se elas não parecem ter qualquer relação com o objetivo da personagem?

Tenho a impressão de que o filme está mais preocupado em chocar o espectador do que em construir uma história minimamente convincente. É como se o roteiro precisasse, a todo momento, encontrar uma nova maneira de mostrar o quanto Emelie é perturbada, mesmo que isso não faça muito sentido dentro da própria trama.

Não tenho problema com filmes violentos, absurdos ou deliberadamente perturbadores. O problema é quando a perversidade dos personagens parece existir apenas para provocar desconforto, sem qualquer lógica que sustente suas ações. Se o objetivo era sequestrar uma criança, por que toda essa encenação? Quando começo a questionar a lógica do que estou assistindo, fica difícil me envolver com o filme. E Emelie acabou sendo justamente esse tipo de experiência.

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