O EP Miracle Drug é um lançamento da banda Draag, disponibilizado em 23 de janeiro de 2026.

Se eu tivesse que escolher um gênero para resumir o catálogo do Draag, seria o shoegaze. No entanto, trata-se de um shoegaze frequentemente intercalado com elementos de pop, noise rock e pós-punk, além da incorporação pontual de vocais guturais próximos ao black metal em algumas faixas.

O EP contém seis músicas e possui aproximadamente 22 minutos de duração.

Draag é um quinteto de Los Angeles que vem se destacando no cenário independente. O projeto começou em 2013 como um esforço solo de Adrian Acosta. Sua formação musical é particularmente curiosa: foi treinado como cantor de mariachi por seu pai, músico ligado à música nortenha, e, ainda na pré-adolescência, participou ativamente do cenário punk DIY no San Fernando Valley.

Atualmente, a banda é composta por Adrian Acosta nos vocais e guitarra, Jessica Huang nos sintetizadores e vocais, Ray Montes na guitarra, Nick Kelley no baixo e Nathan Najera na bateria.

O EP Miracle Drug está centrado na experiência de Adrian Acosta com uma doença crônica autoimune, cuja natureza ele optou por não divulgar. As letras exploram a frustração de habitar um corpo que, de certo modo, “ataca a si mesmo”, bem como a busca por uma solução imediata, a chamada “droga milagrosa”.

O trabalho também aborda a sensação de claustrofobia física, em que a dor ou o cansaço extremo impedem uma vivência plena, instaurando uma dissociação entre o desejo da mente e as limitações do corpo.

A sonoridade do EP, que oscila entre o caos do screamo e a suavidade do dream pop, funciona como uma tradução direta dessas variações entre estados de dor intensa e momentos de alívio.

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