Rebecca, a Mulher Inesquecível é um suspense psicológico e romance gótico dirigido por Alfred Hitchocock em 1940. É o primeiro projeto norte-americano do diretor e o seu primeiro filme produzido com David O. Selznick, produtor de “… E o vento levou” (1939).

O filme é estrelado por Joan Fontaine e Laurence Olivier e o roteiro é baseado no romance Rebbecca de Daphne Du Maurier, publicado em 1938.

Foi o filme de abertura no primeiro Festival Internacional de Berlim, teve 11 indicações ao Oscar e conseguiu arrebatar duas estatuetas, incluindo a de melhor filme.

Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um nobre inglês (Laurence Olivier) que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa, Rebecca. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela descobre surpreendentes segredos sobre o passado dele.

O filme é um conto sobre as memórias persistentes da personagem-título, que morreu em circustâncias misteriosas. Apesar do título do filme, Rebecca não aparece nem uma vez (nem mesmo em flashbacks), embora toda história gire em torno dela, orientando tanto a estrutura da narrativa quanto a dinâmica e a psicologia dos personagens.

É um dos melhores exemplos narrativos onde um personagem é, ao mesmo tempo, ausente e onipresente.

Alfred Hitchocock é tão habilidoso como cineasta que consegue até mesmo transcender a necessidade da representação física de uma personagem. Rebecca é a musa ou a femme fatale que existe em potência. Amamos e odiamos ela ao longo do filme por uma mera manipulação de artifícios narrativos que sugerem seu caráter para o bem e para o mal.

Fora isso, é um filme elegante, assombroso, atmosférico, cheio de suspense e muito bem interpretado. Existe uma marca de qualidade em praticamente todos os departamentos – produção, direção, atuação, roteiro e fotografia.

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