Point é o quarto álbum de estúdio de Cornelius, lançado em 24 de outubro de 2001 pela Trattoria Records e nos Estados Unidos em 22 de janeiro de 2002 pela Matador Records.

Cornelius já havia se consolidado como um dos maiores nomes da música moderna e experimental japonesa com o álbum Fantasma, lançado em 1997.

Apesar das expectativas serem naturalmente elevadas em relação a este álbum, o que poderia desencadear uma cobrança injusta à obra, o álbum foi amplamente aclamado. Ty Burr, da Entertainment Weekly, descreveu ‘Point’ como “11 colagens sonoras irresistivelmente caprichosas e inventivas”, enquanto Noel Murray do The A.V. Club chamou o álbum de “uma magnífica peça de arquitetura pop”. Fiona Sturges, do The Independent, considera ‘Point’ como uma “jornada pop estranha e deliciosa, feita por um gênio caprichosamente modesto”.

Apenas Garry Mulholland, do Guardian, foi mais crítico, classificando ‘Point’ como “ruídos em busca de uma música, um groove ou, de fato, um ‘ponto.

Não diria que é um álbum tão brilhante quanto ‘Fantasma’, mas certamente quem gostou de ‘Fantasma’ vai gostar deste álbum. Cornelius ainda soa indecifrável e transita entre diversos gêneros com extrema naturalidade. O álbum é realmente voltado para quem tem os mesmos gostos não convencionais e ecléticos de Keigo Oyamada, que passam pela bossa nova, pelo garage rock e pelo dream pop. Todos esses estilos moldam este álbum, mas também criam, na sua peculiar mistura, algo completamente diferente de todos esses elementos separados, reinventando novamente a música ao seu próprio jeito.

Neste álbum, a música não se encontra apenas nos instrumentos acústicos e eletrônicos clássicos, mas em sons ambientes inusitados, como o chilrear de pássaros e o borbulhar de água. Em suma, Cornelius mais uma vez cria uma experiência sonora bastante única.

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