Ohms é o nono álbum de estúdio da banda americana de metal alternativo Deftones, lançado em 25 de setembro de 2020, pela Reprise Records.

É o primeiro álbum do Deftones desde seu álbum homônimo de 2003 a ser produzido por Terry Date, embora a banda tenha trabalhado com ele durante as sessões do álbum Eros em 2008.

É também o primeiro álbum em que Stephen Carpenter utiliza uma guitarra de nove cordas.

O álbum foi precedido pelo lançamento de dois singles: “Ohms” e “Genesis”, com a música “Ceremony” sendo lançada posteriormente como single.

Ohms recebeu elogios da crítica. Neil Z. Yeung, crítico da AllMusic, comentou que o Deftones “conseguiu combinar beleza e brutalidade” e buscou esse equilíbrio em todas as faixas.

Joseph Schafer, do Consequence of Sound, descreveu Ohms como “o esforço mais contundente da banda em anos” e “um disco que sugere uma mistura purificada de suas influências contrastantes em seus melhores momentos”.

Ben Tipple, do DIY, elogiou o trabalho de produção de Date e declarou: “Se algum dos discos anteriores do Deftones for culpado de falta de foco, ‘Ohms’ certamente está a salvo de futuras críticas”.

Embora não seja um ouvinte assíduo de Deftones e esse seja meu primeiro disco da banda, pude perceber que ele se orienta numa ideia de contrastes, confirmando o que os críticos supracitados comentaram.

Ao longo do álbum, o Deftones alterna entre sussurros febris e melancólicos e rompantes de gritos histriônicos de Chino Moreno, moldados por uma parede sonora de riffs pesados de Stephen Carpenter, uma base sólida de baixo e bateria (de Sergio Vega e Abe Cunningham, respectivamente) e um teclado sombrio de Frank Delgado ao fundo, atuando como a argamassa de uma construção brutalista estranhamente bonita.

Trata-se de um disco paradoxalmente melódico e de atmosfera abafadiça e opressiva.

A parede sonora deste disco é um atrativo que exige uma apreciação próxima a de um quadro impressionista.

A faixa de abertura “Genesis” foi indicada ao Grammy de Melhor Performance de Metal, e a faixa “Ohms” foi indicada ao prêmio de Melhor Performance de Rock no 64º Grammy Awards.

Musicalmente, Ohms é amplamente descrito como um “retorno ao estilo de metal alternativo” da banda, mas também foi descrito como shoegaze e pós-rock. A revista Classic Rock acrescentou uma avaliação diferente, chamando o álbum de “dream pop com um toque metálico”.

A arte da capa foi desenhada por Frank Maddocks, que trabalhou com Deftones em cada um de seus álbuns desde White Pony. A capa contém um total de 12.995 pontos. Muitos fãs acreditam que o design homenageia o baixista original da banda, Chi Cheng, que morreu em 2013, já que os olhos que aparecem na arte da capa se alinham de perto com uma foto dele. No entanto, o baterista Abe Cunningham afirmou em uma entrevista que isso foi apenas uma coincidência.

Esses pontos parecem orientar uma certa ideia visual conceitual do disco, que vai da capa aos clipes e até mesmo à promoção do álbum. Pouco antes do lançamento do álbum, Deftones lançou a campanha “adote um ponto”, permitindo que as pessoas comprassem um dos pontos na arte como se fosse seu. Uma foto do comprador apareceria então como um ponto que ele comprou e seria parte da “experiência digital Ohms Adopt a Dot” visualizável online na época.

Todos os lucros da campanha foram doados tanto para o Hospital Infantil da UC Davis quanto para o fundo de assistência Crew Nation.

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