Dragontown é o décimo quinto álbum solo de Alice Cooper, lançado em 2001 pela Spitfire Records. Assim como seu antecessor, Brutal Planet, o álbum apresenta um estilo de metal mais pesado do que os discos anteriores de Alice Cooper.

Talvez seja um dos discos mais obscuros e subestimados de Alice Cooper, ao lado de Dada (1983) e seus dois primeiros discos, Pretties for You (1969) e Easy Action (1970).

Inclusive, é um disco subestimado pelo próprio Alice Cooper.

Foi o primeiro álbum de estúdio de Alice Cooper a não conter singles promocionais nem videoclipe.

Embora Cooper tenha feito uma breve turnê do álbum, intitulada Descent into Dragontown em 2001 e 2002 (que não foi gravada), apenas quatro músicas de Dragontown foram tocadas: “Sex, Death and Money”, “Fantasy Man”, “Every Woman Has a Name” e “Triggerman”, com apenas “Sex, Death and Money” e “Fantasy Man” permanecendo no setlist até o fim.

Com exceção de cinco apresentações de “Disgraceland” em julho de 2003 durante a Bare Bones Tour, nada de Dragontown foi tocado ao vivo após o final da turnê de divulgação do álbum. O disco foi completamente abandonado!

O disco é conceitualmente ligado ao seu antecessor, Brutal Planet.

Dragontown é uma distopia cristã pós-apocalíptica centrada na cidade de Dragontown, habitada por mafiosos, políticos corruptos, assassinos e prostitutas.

Embora o conceito estético oriental sugira que Dragontown seja uma metáfora eclíptica de Chinatown (o bairro chinês de Nova Iorque), as inspirações de Alice Cooper são Los Angeles e o Provérbio 5 da Bíblia.

Doug Van Pelt, da HM Magazine, definiu Alice Cooper como o “C.S. Lewis do Shock Rock”.

Para mim, faz sentido. Brutal Planet e Dragontown são os discos mais cristãos de Alice Cooper, ao mesmo tempo que são os mais pesados de sua carreira, tanto em termos de estilo (flertando com o Metal Industrial, uma sonoridade muito relacionada a figuras como Marilyn Manson) quanto no que se refere às letras explícitas sobre fratricídio, sexo e overdose.

Sem mencionar Cristo uma única vez, a ideia de Alice Cooper é imaginar um mundo onde o Cristianismo foi abandonado, como é mencionado pelo personagem “The Controller”, o anfitrião das turnês de Alice Cooper nesta sua versão do personagem.

Eu particularmente gosto mais de Dragontown do que de Brutal Planet. Não nego que isso possa ser por questões afetivas, pois Dragontown foi o primeiro disco de Alice Cooper que eu ouvi, mas realmente aprecio mais este disco por razões que considero mais objetivas: ele ainda mantém o peso do seu antecessor, mas é mais variado e eclético. Eu gosto disso. Em nenhum momento fico entediado.

A música “Dragontown” é minha favorita do disco. Talvez seja minha música injustiçada favorita de toda a carreira de Alice Cooper. Criativa, sombria, pesada e com um dos melhores refrãos, na minha opinião.

Também gosto muito de “The Triggerman”, “Sex, Death and Money”, “Fantasy Man” e “I Just Wanna Be God”.

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