Primeira parceria do pianista Chick Corea com o vibrafonista Gary Burton, gravado em 1972. Esta parceria ainda iria render mais 3 discos: Duet, em 1979, o ao vivo em Zurique – no mesmo ano e, quase 30 anos depois, no álbum The New Crystal Silence de 2008 – gravado junto com a Orquestra Sinfônica de Sydney.

Este disco é uma peça exemplar de musica moderna. Há uma presença distinta de elementos da música europeia moderna nas improvisações que se misturam a boas frases de blues.

Corea tem uma performance que é ardente e introspectiva ao mesmo tempo.

A faixa-título também é a peça central do álbum – uma balada de nove minutos onde Burton e Corea acariciam amorosamente uma melodia simples e dançam sem esforço em torno dos acordes, aumentando a intensidade apenas para deixá-la diminuir mais uma vez.

Burton conseguiu internalizar as influências espanholas e modais das músicas de Corea com pouca dificuldade e a química de ambos já fica evidente.

Dificilmente músicas improvisadas conseguem ser tão coerentes e melódicas – o bom entrosamento artístico de Corea e Burton (que beira um casamento espiritual) possibilitaram isso.

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